sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Um País foi "varrido" do mapa e isso aconteceu na Europa!

UM PAÍS DESAPARECE E NINGUÉM ESTÁ PREOCUPADO!

É a pura verdade...A Islândia desapareceu ou alguém tem ouvido alguma noticia sobre o país que fez um "manguito" ao FMI?

Porque será?

A Islândia é um mau exemplo? Porquê?

Porque os seus cidadãos decidiram defender a SOBERANIA do seu país?

Porque na Islândia os governantes apátridas, vendidos ao sector financeiro, estão a a sentar o CU no banco dos réus?

Porque na Islândia os cidadãos decidiram eles próprios fazer uma nova Constituíção?

Esta é a "liberdade de informação" que os politicos "palhaços" nos permitem ter...nada de "maus" exemplos. Tudo porreiro pá!

"Um grupo de 25 cidadãos da Islândia apresentou um novo rascunho da constituição à presidente do Parlamento islandês.

A proposta vem sendo trabalhada desde Abril, com participação da população por Facebook, Twitter e outras redes sociais. O processo é o primeiro caso de construção coletiva de uma constituição, no qual toda a população foi encorajada a participar.

O documento, que conta com 114 artigos divididos em 19 capítulos, começa com as palavras: "Nós que habitamos a Islândia desejamos criar uma sociedade justa, na qual todos são iguais. Nossas diferentes origens enriquecem a todos e juntos temos a responsabilidade pelo legado das gerações, terra e história, natureza, linguagem e cultura".

A nova constituição será votada por todos os cidadãos islandeses, antes da aprovação final da presidente do Parlamento, Ásta Ragnheidur Jóhannesdottir."

"Não é impunemente que não se fala da Islândia (o primeiro país a ir à bancarrota com a crise financeira) e na forma como este pequeno país perdido no meio do mar, deu a volta à crise.
Ao poder económico mundial, e especialmente o Europeu, tão proteccionista do sector bancário, não interessa dar notícias de quem lhes bateu o pé e não alinhou nas imposições usurárias que o FMI lhe impôs para a ajudar.
Em 2007 a Islândia entrou na bancarrota por causa do seu endividamento excessivo e pela falência do seu maior Banco que, como todos os outros, se afogou num oceano de crédito mal parado. Exactamente os mesmo motivos que tombaram com a Grécia, a Irlanda e Portugal.
A Islândia é uma ilha isolada com cerca de 320 mil habitantes, e que durante muitos anos viveu acima das suas possibilidades graças a estas “macaquices” bancárias, e que a guindaram falaciosamente ao 13º no ranking dos países com melhor nível de vida (numa altura em que Portugal detinha o 40º lugar).

País novo, ainda não integrado na UE, independente desde 1944, foi desde então governado pelo Partido Progressista (PP), que se perpetuou no Poder até levar o país à miséria.

Aflito pelas consequências da corrupção com que durante muitos anos conviveu, o PP tratou de correr ao FMI em busca de ajuda. Claro que a usura deste organismo não teve comiseração, e a tal “ajuda” ir-se-ia traduzir em empréstimos a juros elevadíssimos (começariam nos 5,5% e daí para cima), que, feitas as contas por alto, se traduziam num empenhamento das famílias islandesas por 30 anos, durante os quais teriam de pagar uma média de 350 Euros / mês ao FMI. Parte desta ajuda seria para “tapar” o buraco do principal Banco islandês.

Perante tal situação, o país mexeu-se, apareceram movimentos cívicos despojados dos velhos políticos corruptos, com uma ideia base muito simples: os custos das falências bancárias não poderiam ser pagos pelos cidadãos, mas sim pelos accionistas dos Bancos e seus credores. E todos aqueles que assumiram investimentos financeiros de risco, deviam agora aguentar com os seus próprios prejuízos.

O descontentamento foi tal que o Governo foi obrigado a efectuar um referendo, tendo os islandeses, com uma maioria de 93%, recusado a assumir os custos da má gestão bancária e a pactuar com as imposições avaras do FMI.

Num instante, os movimentos cívicos forçaram a queda do Governo e a realização de novas eleições.

Foi assim que em 25 de Abril (esta data tem mística) de 2009, a Islândia foi a eleições e recusou votar em partidos que albergassem a velha, caduca e corrupta classe política que os tinha levado àquele estado de penúria. Um partido renovado (Aliança Social Democrata) ganhou as eleições, e conjuntamente com o Movimento Verde de Esquerda, formaram uma coligação que lhes garantiu 34 dos 63 deputados da Assembleia). O partido do poder (PP) perdeu em toda a linha.

Daqui saiu um Governo totalmente renovado, com um programa muito objectivo: aprovar uma nova Constituição, acabar com a economia especulativa em favor de outra produtiva e exportadora, e tratar de ingressar na UE e no Euro logo que o país estivesse em condições de o fazer, pois numa fase daquelas, ter moeda própria (coroa finlandesa) e ter o poder de a desvalorizar para implementar as exportações, era fundamental.

Foi assim que se iniciaram as reformas de fundo no país, com o inevitável aumento de impostos, amparado por uma reforma fiscal severa. Os cortes na despesa foram inevitáveis, mas houve o cuidado de não “estragar” os serviços públicos tendo-se o cuidado de separar o que o era de facto, de outro tipo de serviços que haviam sido criados ao longo dos anos apenas para serem amamentados pelo Estado.

As negociações com o FMI foram duras, mas os islandeses não cederam, e conseguiram os tais empréstimos que necessitavam a um juro máximo de 3,3% a pagar nos tais 30 anos.

Um exemplo perigoso demais.O FMI não tugiu nem mugiu. Sabia que teria de ser assim, ou então a Islândia seguiria sozinha e, atendendo às suas características, poderia transformar-se num exemplo mundial de como sair da crise sem estender a mão à Banca internacional.

Graças a esta política de não pactuar com os interesses descabidos do neo-liberalismo instalado na Banca, e de não pactuar com o formato do actual capitalismo (estado de selvajaria pura) a Islândia conseguiu, aliada a uma política interna onde os islandeses faziam sacrifícios, mas sabiam porque os faziam e onde ia parar o dinheiro dos seus sacrifícios, sair da recessão já no 3º Trimestre de 2010.

O Governo islandês (comandado por uma senhora de 66 anos) prossegue a sua caminhada, tendo conseguido sair da bancarrota e preparando-se para dias melhores.

Os cidadãos estão com o Governo porque este não lhes mentiu, cumpriu com o que o referendo dos 93% lhe tinha ordenado, e os islandeses hoje sabem que não estão a sustentar os corruptos banqueiros do seu país nem a cobrir as fraudes com que durante anos acumularam fortunas monstruosas. Sabem também que deram uma lição à máfia bancária europeia e mundial, pagando-lhes o juro justo pelo que pediram, e não alinhando em especulações. Sabem ainda que o Governo está a trabalhar para eles, cidadãos, e aquilo que é sector público necessário à manutenção de uma assistência e segurança social básica, não foi tocado.
Os islandeses sabem para onde vai cada cêntimo dos seus impostos.
Não tardarão meia dúzia de anos, que a Islândia retome o seu lugar nos países mais desenvolvidos do mundo.

O actual Governo Islandês, não faz jogadas nas costas dos seus cidadãos. Está a cumprir, de A a Z, com as promessas que fez.

Se isto servir para esclarecer uma única pessoa que seja deste pobre país aqui plantado no fundo da Europa, que por cá anda sem eira nem beira ao sabor dos acordos milionários que os seus governantes acertam com o capital internacional, e onde os seus cidadãos passam fome para que as contas dos corruptos se encham até abarrotar, já posso dar por bem empregue o tempo que levei a escrever este artigo. (Por Engº.Francisco Gouveia, in Noticias do Douro)


terça-feira, 9 de agosto de 2011

VERDADES E HIPÓCRISIA!

"Agora, já não há coelhos para tirar da cartola", (nem Coelhos nem sr. dos Passos), avisa Nouriel Roubini

(economista liberal americano)

Verdade: Os Estados Unidos têm uma divida externa de mais de 15 Biliões de dolares (15.000.000.000.000 ), mais de 100% do PIB anual do país...estou a falar apenas do estado americano, já que a divida privada é de outros tantos 15 Biliões e a divida das empresas ronda os 30 Biliões...ou seja: mais de 400% do PIB dos Estados Unidos e cerca de dois terços do PIB MUNDIAL!!!!!!!!!!!

Hipócrisia: A estes burlões as empresas de Rating não qualificam como LIXO!!! A estes vampiros da economia mundial, não se aconselha a vender partes do país, como se fez à Grécia...nem adiantava, porque segundo reputados economistas, nem que vendessem todo o país com tudo que tem dentro, chegava para pagar o débito que têm!

Verdade: No médio Oriente (Egipto, Libia, Barein, Siria, etc) alguns grupos revoltaram-se contra os governos legitimos. Logo o imperialismo militarista dos Estados Unidos e NATO intervieram para "proteger" os pobres cidadãos que estavam revoltados contra os seus governos...Bombas, tanques, armas aos revoltosos, já foram assassinados centenas de civis, mulheres, crianças...de tudo se fez...

Hipócrisia: Na grécia, em Espanha e agora em Inglaterra, grupos revoltaram-se contra os seus governantes, por não estarem de acordo com o roubo dos seus salários, dos seus direitos sociais e até do direito humano, consagrado na Declaração Universal dos Direitos do Homem, a ter uma vida digna. Esperava-se a intervenção do conselho de segurança da ONU e da NATO, ficamos na expectativa de ver a NATO a bombardear Londres, Madrid e Atenas para proteger os cidadãos indefesos daqueles países.

Não! Aqueles cidadãos Gregos, Espanhois e Britanicos são criminosos, terroristas e delinquentes!!! Há que reprimi-los, aqui os governos são "democráticos", roubam a população, mas isso é legal! Viva a "democracia liberal".

------------ ------------------- ------------------ -------

"Estamos numa situação em que a crise está a ser aproveitada para quê? Para operar uma transferência de activos, a preço relativamente baixo, do sector público para o sector privado (através das privatizações); para enfraquecer serviços públicos e para os transferir para a órbita do sector privado que geram rendas, lucros, extraordinariamente interessantes para certos actores económicos – sobretudo na área da saúde; na Segurança Social.

O que é que explica que Portugal tenha tido uma taxa de desemprego de 4 por cento no final do milénio e agora tenha uma taxa de 12 por cento? Entre os 4 e os 12 por cento houve alterações das leis laborais no sentido da liberalização [com o Código do Trabalho em 2003, regulamentado em 2004 e revisto em 2009]. O que aconteceu? A taxa de desemprego triplicou. Porquê? Porque a economia portuguesa oscilou entre a estagnação e a recessão.

Aquilo que a desregulação das relações laborais faz é apenas diminuir a capacidade de reivindicação e de exigência dos trabalhadores. Assegura alguma contracção dos salários.
Mas os salários não são o problema da economia portuguesa, como aliás reconhecem muitos economistas. "
"Extractos da entrevista ao Publico de João Rodrigues, investigador no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra"

"Obrigar os ricos a pagar impostos é uma necessidade de guerra, mas obrigar também os pobres a pagar é uma infâmia."

Napoleón Bonaparte

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Terrorismo político organizado: O massacre norueguês, o Estado, os media e Israel

por James Petras [*]


"Deixem-nos então combater em conjunto com Israel, com nossos irmãos sionistas contra todos os anti-sionistas, contra todos os marxistas culturais/multicutralistas".
Manifesto de Anders Behring Breivik

"... existem mais duas células na minha organização"...
Ander Behring Breivik sob custódia policial (Reuters 7/25/11)

O atentado à bomba do gabinete do primeiro-ministro norueguês em 22/Julho/2011, Jen Stoltenberg, do Partido Trabalhista, o qual matou oito civis, e o subsequente assassinato político de 68 activistas desarmados da Juventude do Partido Trabalhista na Ilha Utoeya, a apenas 20 minutos de Oslo, pelo militante neo-fascista cristão-sionista, levanta questões fundamentais acerca do crescimento das ligações entre a extrema direita legal, os media "de referência", a política norueguesa, Israel e o terrorismo de extrema direita.

Os mass media e a ascensão do terrorismo de direita:

Os principais jornais de língua inglesa, The New York Times (NYT), o Washington Post (WP), o Wall Street Journal e o Financial Times (FT), bem como o presidente Obama, culparam "extremistas islâmicos", desde os primeiros relatórios policiais dos assassinatos, publicando um série de manchetes incendiárias (e falsa) e reportagens, etiquetando o evento como o "11/Set da Noruega", o qual reflectia a motivação ideológica e justificação mencionada pelo próprio assassino político cristão-sionista, Anders Behring Breivik. Na primeira página do Financial Times (de Londres) de 23-24/Julho, lia-se "Temores do extremismo islâmico: O pior ataque na Europa desde 2005". Obama imediatamente citou o ataque terrorista na Noruega para mais uma vez justificar suas guerras além-mar contra países muçulmanos. O FF, NYT, WP e WSJ activaram seus auto-intitulados "peritos" os quais debateram acerca de quais líderes ou movimentos árabes/islâmicos foram responsáveis – apesar de informações da imprensa norueguesa da "prisão de um homem nórdico em uniforme de polícia".

Evidentemente, os mass media e a elite política dos EUA estavam ansiosos por utilizar o atentado bombista e os assassinatos para justificar guerra imperiais em curso além-mar, ignorando o florescimento de organizações internas de extrema direita e indivíduos violentos que são a consequência da propaganda de ódio oficial islamofóbica.

Quando Anders Breivik, um conhecido extremista neo-fascista, entregou suas armas à polícia norueguesa, sem resistência, e reivindicou o crédito pelo atentado bombista e o massacre, teve início a segunda fase do encobrimento oficial. De imediato ele foi descrito como "um solitário lobo assassino", o qual "actuou sozinho" (BBC, 24/Julho/2011) ou como mentalmente demente, minimizando suas redes políticas, seus mentores ideológicos e compromissos com americanos, europeus e israelenses, que o levaram aos seus actos de terrorismo. Ainda mais ultrajante, os media e responsáveis ignoraram o facto de que este ataque terrorista complexo e com múltiplas fases estava além da capacidade de uma pessoa "demente".

Anders Behring Breivik foi membro de um partido político de extrema-direita, o Partido do Progresso, e colaborador e contribuidor de um sítio web abertamente neo-nazi. Ele frequentemente centrava seu ódio sobre o Partido Trabalhista governante pela sua relativa tolerância de imigrantes. Despreza imigrantes, especialmente muçulmanos, e era um ardente apoiante cristão-sionista repressão e terror israelense contra o povo palestino. Sua acção criminosa foi essencialmente política e integrada numa rede política muito mais vasta.

A elite política e os media fizeram todo o possível para negar o entrecruzamento de ligações entre islamófobos ideológicos "legais", como os sionistas americanos Daniel Pipes, David Horowitz, Robert Spencer e Pamela Geller, o Partido da Liberdade da extrema-direita holandesa dirigido pelo intriguista Geert Wilders e seus homólogos no Partido do Progresso norueguês que se mobiliza contra a "ameaça muçulmana". Os terroristas da "acção directa" tomam inspiração em partidos eleitorais, como o Partido do Progresso, o qual recruta e doutrina activistas, como Behring Breivik, os quais deixam então a "estrada eleitoral" para executarem suas carnificinas sangrentas, permitindo aos promotores do ódio "respeitáveis" condená-lo hipocritamente... após a afronta.

O assassino fascista: Um super-homem solitário viaja mais rápido do que uma bala contra a polícia que se move mais devagar do que uma tartaruga reumática:

O caso do "terrorista lobo solitário" desafia a credibilidade. É um tecido de mentiras utilizadas para encobrir cumplicidade do estado, má conduta da inteligência e a aguda viragem à direita tanto na política interna como externa de países da NATO.

Não há qualquer base para aceitar a afirmação inicial de Breivik de que actuou só devido a várias razões relevantes: Primeiro, o carro bomba, que devastou o centro de Oslo, era uma arma altamente complexa que exigir perícia e coordenação – da espécie disponível para estados ou serviços de inteligência, como o Mossad, o qual se especializa em carros bombas devastadores. Amadores, como Breivik, sem treino em explosivos, habitualmente explodem-se a si próprios ou falta-lhes a qualificação necessária para conectar os dispositivos electrónicos de temporização ou detonadores remotos (como provaram fracassados "sapatos" e "cuecas" dos bombistas da Times Square).

Em segundo lugar, os pormenores de (a) movimentar a bomba, (b) obter (roubando) um veículo, (c) colocar o engenho no sítio estratégico, (d) detonar com êxito e (e) então vestir um elaborado uniforme da polícia especial com um arsenal de centenas de munições e conduzir em outro veículo para a ilha de Utoeya, (f) esperar pacientemente enquanto armado até os dentes por um ferry boat, (g) cruzar-se com outros passageiros no seu uniforme de polícia, (h) acercar-se dos activistas da Juventude Trabalhista e começar o massacre de grande número de jovens desarmados e finalmente (i) liquidar os feridos e caçar aqueles que tentavam esconder-se ou nadar para longe – não é a actividade de um fanático solitário. Mesmo a combinação de um Super-homem, Einstein e um atirados de classe mundial não podiam executar tais tarefas.

Os media e os líderes da NATO devem encarar o público como passivos estúpidos ao esperar que acreditem que Anders Behring Breivik "actuou só". Ele está disposta a aguentar uma sentença de 20 anos de prisão, pois sustenta que a sua acção colectiva é a fagulha que incendiará seus camaradas e promoverá a agenda dos partidos violentos e legais de extrema-direita. Frente a um juiz norueguês, em 25 de Julho, ele declarou publicamente a existência de "mais duas células na minha organização". De acordo com testemunhas na Ilha Utoeya, foram ouvidos tiros de duas armas distintas vindos de diferentes direcções durante o massacre. A política, dizem eles, está a ... "investigar". Não é preciso dizer que a polícia nada encontrou; ao invés disso simularam um "show" para encobrir a sua inacção com a invasão de duas casas longe do massacre e rapidamente libertaram os suspeitos.

Contudo, a mais grave implicação política da acção terrorista é a ostensiva cumplicidade de altos responsáveis da polícia. A polícia levou 90 minutos para chegar a Ilha Utoeya, localizada a menos de 20 milhas [32 km] de Oslo, 12 minutos de helicóptero e 25 a 30 minutos de carro e barco. O atraso permitiu aos assassinos da extrema-direita utilizaram toda a munição, maximizando a mortes de jovens, activistas anti-fascistas, e devastando o movimento trabalhista juvenil. O chefe de polícia, Sveinung Sponheim, deu a mais fraca das desculpas, afirmando "problemas com transporte". Sponheim argumentou que não estava pronto um helicóptero e que "não podiam encontrar um barco" (Associated Press, 24/Julho/2011).

Mas havia um helicóptero disponível. Ele conseguiu voar a Utoeya e filmar a carnificina em curso, e mais da metade dos noruegueses, um povo marítimo há milénios, possui ou tem acesso a um barco. Uma força policial, confrontada com o que o primeiro-ministro chama a "pior atrocidade desde a ocupação nazi", a mover-se ao ritmo de uma tartaruga reumática para resgatar jovens activistas, levanta a suspeita de algum nível de cumplicidade. A questão óbvia que se levanta é o grau em que a ideologia do extremismo de direita – neo-fascismo – penetrou a polícia e as forças de segurança, especialmente os escalões superiores. Este nível de "inactividade" levanta mais questões do que respostas. O que sugere que os sociais-democratas só controlam parte do governo – o legislativo, ao passo que os neo-fascistas influenciam o aparelho de estado.

O facto claro é que a polícia não salvou uma única vida. Quando finalmente chegou, Anders Behring Breivik havia esgotado a sua munição e rendeu-se à polícia. A polícia literalmente não disparou um único tiro; ela nem mesmo teve de caçar ou capturar o assassino. Um cenário quase coreografado: Centenas de feridos, 68 desarmados, activistas pacíficos mortos e o movimento da juventude trabalhista dizimado.

A polícia pode afirma "crime resolvido" enquanto os mass media tagarelam acerca de um "assassino solitário". A extrema-direita tem um "mártir" para mascarar um novo avanço na sua cruzada anti-muçulmana e pró Isarel. (Recorda o celebrado fascista israelense-americano, assassino em massa, Dr. Baruch Goldstein, que massacrou dúzias de palestinos desarmados, homens e rapazes e um pregador, em 1994).

Apenas dois dias antes dos assassínios políticos, o responsável do Movimento da Juventude do Partido Trabalhista, Eskil Pederson, deu uma entrevista ao Dagbladet, o segundo maior tablóide da Noruega, na qual anunciava um "embarco económico unilateral de Israel por parte da Noruega" (Gilad Atzmon, 24/Julho/2011).

O facto que importa é que os militares noruegueses não têm problemas e despachar rapidamente 500 tropas para o Afeganistão, a milhares de quilómetros e proporcionar seis jactos e pilotos da Força Aérea Norueguesa para bombardear e aterrorizar a Líbia. E ainda assim eles não podem encontrar um helicóptero ou um simples barco para transportar a sua polícia algumas centenas de metros para impedir um acto terrorista interno da direita – cujo comportamento assassino estava a ser descrito segundo a segundo pelas jovens vítimas aterrorizadas nos seus telemóveis aos seus pais desesperados.

As raízes imperiais do fascismo interno: Conclusão

Claramente, as decisões da Noruega e outros países escandinavos de participar nas cruzadas imperiais dos EUA contra muçulmanos e especialmente árabes no Médio Oriente excitaram e revigoraram a direita neo-fascista. Eles agora querem "trazer a guerra para casa": querem que a Noruega vá mais além, "expurgar a nação, pela expulsão de muçulmanos. Eles querem "enviar uma mensagem" ao Partido Trabalhista: Ou aceita uma plena agenda neo-fascista a favor de Israel ou aguarda mais massacres, mais fascistas eleitos, mas seguidores de Anders Behring Breivik.

O "Partido do Progresso" é agora o segundo maior partido político na Nourega. Se uma coligação "conservadora" derrotar os trabalhistas, neo-fascistas provavelmente terão assento no governo. Quem sabe, após uns poucos anos de bom comportamento, eles possam encontrar uma desculpa para comutar a sentença do seu ex-camarada ... ou proclamá-lo mentalmente reabilitado e livre.

O que é claramente necessário é a retirada imediata de todas as tropas de guerras imperiais e um combate sistemático, coerente e organizado contra terroristas internos e seus padrinhos intelectuais na América, Israel e Europa. A Juventude Trabalhista deve ir em frente com o seu pedido de que o governo trabalhista, sob o primeiro-ministro Jen Stoltenberg, reconheça a nação da Palestina e implemente um boicote total a bens e serviços de Israel. Uma campanha de educação política nacional e internacional deve ser organizar para revelar as ligações entre fascistas eleitorais respeitáveis e terroristas violentos. Os mártires da Juventude Trabalhista da Ilha de Utoeya deveriam ser guardados no coração e os seus ideais ensinados em todas as escolas. Seus inimigos e apoiantes de extrema-direita, abertos, encobertos ou directamente cúmplices, deveriam ser revelados e condenados. A melhor armas contra o renovado ataque neo-fascista é uma ofensiva política e educacional, assumindo as tradições de combate anti-fascista e anti-Quisling (o notório colaborador nazi da Noruega) dos seus avós. Não é demasiado tarde – se o Partido Trabalhista, os sindicatos noruegueses e a juventude anti-fascista actuarem agora antes do dilúvio do fascismo ressurgente.

31/Julho/2011

O original encontra-se em http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=25839

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

quinta-feira, 28 de julho de 2011

...Ide gozar c'o Cara..o

Os trabalhadores alemães e dinamarqueses são os cidadãos da União Europeia (UE) que gozaram mais férias em 2010, enquanto os portugueses se encontram ligeiramente abaixo da média europeia, segundo um estudo hoje divulgado pelo Eurofound.

Dias de descanso dos portugueses estão ligeiramente abaixo da média europeia (Nuno Ferreira Santos in Publico 28/7/2011)

Somando os 30 dias úteis de férias anuais a que têm direito os trabalhadores alemães e dinamarqueses aos 10 feriados que vigoram nestes dois países, o total de 40 dias de férias é o registo mais elevado no âmbito da UE, cuja média se fixou no ano passado nos 34,4 dias, de acordo com a Fundação Europeia para a Melhoria das Condições de Vida e de Trabalho (Eurofound).

Em Portugal, os trabalhadores gozam 22 dias úteis de férias (com a possibilidade de subirem para 25 dias) e existem 11 feriados nacionais, num total de 33 dias. Já na vizinha Espanha, aos 22 dias úteis de férias somam-se 14 feriados, para um total de 36 dias.

A Roménia é o país europeu onde os trabalhadores gozam menos férias (21 dias úteis de férias e seis feriados, num total de 27 dias), seguida pela Polónia (28 dias) e pela Bulgária, Estónia, Hungria e Eslovénia (29 dias).

Na Grécia, os trabalhadores têm direito a 23 dias úteis de férias pagas e mais 10 feriados (33 dias, a exemplo do que sucede em Portugal), ao passo que na Irlanda as férias ascendem a 24 dias, mais oito feriados (num total de 32 dias).

Na média, os trabalhadores do Reino Unido gozam 24,6 dias úteis de férias e mais 8 feriados (32,6 dias), na Itália aos 28 dias de férias somam-se nove feriados (37 dias) e em França os assalariados têm direito a 25 dias de férias, mais 10 feriados (35 dias).

O estudo, que abrange os 27 Estados-membros da UE e a Noruega, revela que a média de dias de férias da UE se fixou no ano passado nos 24,8 dias, mais 9,6 feriados, num total de 34,4 dias.

Em termos de horas de trabalho semanais, a média comunitária foi de 38 dias, com os trabalhadores franceses a serem os que menos horas trabalham por semana (35,6 horas), seguidos pelos dinamarqueses, suecos, noruegueses, holandeses, britânicos, belgas e alemães, todos abaixo das 38 horas semanais.

Os trabalhadores portugueses labutam 38,2 horas semanais, enquanto os irlandeses trabalham 39 horas e os gregos 40 horas.

....E SALÁRIOS?

Trabalhamos mais e temos os salários mais baixos da Europa, se excluirmos os países do ex Bloco de leste...

E estes Governos e Empresários (idiotas), querem competir na economia europeia baixando ainda mais o custo do salário?

Bem idiotas (ou querem fazer de nós idiotas) são, quando a economia que mais cresce, a Alemanha, tem dos mais altos salários da europa...Brancos estupidos, como diria Michael Moore!

Enquanto isto, os ricos ficam mais ricos....só em 2010, aumentaram a sua riqueza em 18%...

Ladrões é o minimo que se podem qualificar estes governantes e empresários...

E agora querem que nós paguemos o nosso próprio despedimento...cuidado, o Pinheiro de Azevedo dizia que o povo é sereno...mas só até certo ponto...aprendam com Napoleon...não encostem as pessoas á parede...no dia em que não houver mais saídas, a unica saída será "em frente" e aí...saiam de perto, porque alguém vai ter de pagar o desespero que vocês estam instalando nas pessoas...

Quando os trabalhadores passarem do desespero ao instinto animal de sobrevivência...

Um dia Emilio Gabaglia (ex. secretário geral da CES-Confederação Europeia de Sindicatos) avisou os patrões numa conferência em Bruxelas que estão a esticar a corda onde se vão enforcar!

Esse dia está próximo...Cuidadinho..!

quarta-feira, 27 de julho de 2011

We are not in the Moody's !



DEMOCRACIA MADE IN USA!


27 de julio de 2011.- Um legislador estadunidense que protestava contra a deportação de emigrantes ilegais, foi detido frente a Casa Blanca.

O congresista demócrata Luis Gutiérrez foi preso terça-feira junto a uma dezena de manifestantes depois de negar-se a evacuar a área, informou a Reuters.

Alguns grupos afirmam que mais pessoas foram deportadas durante o exercicio do presidente Barack Obama que qualquier outro presidente de EE.UU.

Nota: Na "grande democracia", nem os deputados escapam...Imunidade? Isso não se aplica aos Hispanicos...Viva a xenofobia!

Alguns estados americanos, como o Arizona, estão a preparar-se para construir um muro na fronteira com o México...isto sim é "democracia"..!

Segundo dados oficiais, mais de 1,5 milhões de emigrantes foram deportados.